sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sessenta tons

Nunca me imaginei fazendo sessenta anos. Tratava as pessoas de sessenta como idosos. E achava que morreria antes de completar esta idade. Eis que me pego completando sessenta anos. A primeira coisa que me veio à mente... É que esta idade não me cabe. Não cabe porque não me sinto com sessenta, mas também não me sinto com outra idade senão esta. Seria bom ter trinta... Os sinais de sessenta ainda não estão marcados na minha pele, creio que herança genética, mas estão no meu cérebro . Começo a esquecer das coisas constantemente, a ter dores no corpo. Há três anos comecei a driblar o amadurecimento com ginástica frequentando a academia pelo menos duas vezes por semana, cuidando da alimentação com o máximo rigor e cultivando o amor, a família, os amigos e o trabalho. Sempre trabalhei muito, por dinheiro e às vezes por prazer. Agora aos sessenta tenho a sorte de trabalhar no que gosto e ser recompensada. Não é tão mal assim fazer sessenta...

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